Conheça a cidade de Tiradentes 

                    Tiradentes convida os visitantes a belos dias de descanso. A cidade é linda, tranquila, bem pequenina e sem muitas obrigações turísticas a cumprir. O conjunto de fatores perfeito para quem deseja se desconectar do corrido dia a dia para curtir momentos de puro deleite em meio a paisagens encantadoras e casarões coloniais apaixonantes. Tudo regado ao melhor da tradição mineira e um delicioso roteiro gastronômico.
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Principal praça de Tiradentes, o Largo das Forras é um bom ponto de partida para começar a explorar o Centro Histórico. Ao redor da praça, estão localizadas as tradicionais charretes que levam os turistas para uma volta pela região, restaurantes, bares, lojas de artesanatos e produtos típicos, pousadas, centro de atendimento ao turista e a bela Capela Bom Jesus da Pobreza. É um ótimo lugar pra curtir de dia e à noite, quando as luzes dão ainda mais charme à região. Aproveite para descansar sob as árvores e também para papear com os moradores, que usam a praça para encontros e atividades culturais. Ao lado do Largo das Forras, está a Ponte das Forras, obra que data do século XVIII e conecta a praça ao Largo das Mercês, porta de entrada para o Centro Histórico de Tiradentes. 

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A Capela do Bom Jesus da Pobreza, ou Bom Jesus Agonizante, marca o Largo das Forras. Está entre bares e restaurantes e dá certo ar colonial à Praça. A história da igreja é bastante incerta, devido à falta de documentos sobre a construção. Acredita-se que ela date da segunda metade do século XVIII e que a construção tenha ocorrido em pagamento a uma promessa do então Capitão-mor Gonçalo Joaquim de Barros. A igreja tem fachada simples, em estilo barroco-rococó, e o interior marcado pela imagem de um Jesus Cristo agonizante em meio a um altar de madeira com pinturas florais coloridas. Ela já sofreu várias intervenções desde a construção, incluindo uma grande reforma nos anos 50. 

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A Capela de Nossa Senhora das Mercês recepciona os viajantes que chegam ao Centro Histórico de Tiradentes. Localizada no bucólico Largos das Mercês, a igreja do final do século XVIII, construída em estilo rococó, esconde na fachada simples um interior com belas pinturas atribuídas a Manoel Victor de Jesus. Visitar a pequena igreja não é tarefa fácil. Ela está quase sempre fechada. Para ver o interior, invista na manhã de sábado, quando acontece a missa na igreja. Ao lado da igreja, há também um cemitério, onde ainda hoje acontecem sepultamentos. Ao sair da Capela de Nossa Senhora das Mercês, não deixe de ir ao café Marcas Mineiras, bem pertinho e também um charmoso passeio. 

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Do alto da Capela de São Francisco de Paula, tem-se uma das mais belas vistas de Tiradentes. No topo da colina, diante da igreja, é possível ver a Matriz de Santo Antônio cercada pelos casarões coloniais e pela paisagem da serra ao fundo. A igreja, infelizmente, está quase sempre fechada. É preciso muita sorte para conseguir ver o interior. Tente nos dias de domingo pela manhã. Ainda que não se possa visitar o interior da capela do século XVIII, a vista no alto vale a subida. Compre alguns quitutes mineiros e aproveite o pôr sol no topo. 

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Ela está entre as mais simples igrejas de Tiradentes e pode até passar despercebida aos olhos mais desatentos. Construída em meados do século XVIII, a Capela de São João Evangelista está localizada na tranquila Rua Padre Toledo e tem fachada sem torres, sendo o sino disposto em uma das janelas. O interior segue a simplicidade exterior e não apresenta grandes obras em imagens ou pinturas. A igreja se destaca por ser o local de sepultamento do compositor do século XVIII Manoel Dias de Oliveira. 

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O Centro Cultural Yves Alves é destinado à realização de exposições, mostras de cinema, teatro, shows, espetáculos de dança e outras atividades culturais. É o principal espaço da cidade destinado à arte e recebe mostras e eventos temporários. O centro cultural, que faz parte do grupo SESI - FIEMG, funciona em um belo casarão, em uma das mais tradicionais ruas de Tiradentes. Independente da programação, a visita ao edifício já vale o passeio. Mas é claro que vale ficar atento à agenda de eventos para aproveitar ao máximo o Centro Cultural Yves Alves. 

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Construído em meados do século XVIII, o Chafariz de São José servia para o fornecimento de água aos moradores de Tiradentes. O local é marcado por uma construção que se assemelha às fachadas das igrejas barrocas. Ao todo, havia três pontos de água: um para o consumo humano, outro para os animais e o terceiro servia para os escravos lavarem roupas. A água chegava ao chafariz através de um pequeno aqueduto com origem no Bosque Mãe d’Água, localizado nos fundos do local. Ainda hoje é possível ver a beleza do chafariz, bem preservado no Centro Histórico de Tiradentes. A área onde está o chafariz tem um ar bucólico e belas construções coloniais. Excelente para um passeio tranquilo.

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O caminho até o Santuário da Santíssima Trindade reserva um belo passeio para os turistas. Ao passar pela Matriz de Santo Antônio, Tiradentes se torna ainda mais tranquila. Basta subir a ladeira, em meio às belas residências do bairro da Santíssima, para chegar à igreja. A construção original da capela data do final do século XVIII. A igreja, de pequeno porte, teria sido construída por um ermitão, de nome Antonio José Fraga. Anos mais tarde, a capela foi substituída por uma igreja de porte maior, a pedido do tenente João Antônio de Campos. Com o aumento da procura dos fiéis pelo local, a igreja ganhou o título de Santuário da Santíssima Trindade e hoje realiza uma das maiores festas da cidade, o Jubileu da Santíssima. A igreja, em estilo barroco-rococó, tem projeto de Manoel Victor de Jesus. O interior é bastante simples, mas repleto de quadros. Destaque também para o chafariz na área externa e para a sala dos milagres. 

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Considerada uma das igrejas mais antigas de Tiradentes, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos data do início do século XVIII e tem história um pouco diferente das demais. Assim como as outras, a igreja teria sido construída pelos negros escravos de Tiradentes, porém essa seria a igreja construída por eles e para eles. Segundo as tradições locais, o pouco ouro que compõe o interior da igreja teria sido roubado dos senhores dos escravos. Parte da decoração interior que compõe a imagem dos quinze mistérios do Rosário seria de autoria de Manoel Victor de Jesus, artista negro que decorou várias igrejas de Tiradentes. A área externa da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos é extremamente agradável e repleta de árvores, com destaque também para uma das capelas que compõem os Passos da Paixão de Cristo, dispostas em vários pontos da cidade. 

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A Igreja Matriz de Santo Antônio, considerada uma das obras-primas do barroco mineiro, impõe-se à paisagem de Tiradentes e pode ser apreciada de diversos pontos da cidade. Ela compõe belos quadros com a Serra de São José, ipês amarelos e casarões coloniais. Maior símbolo entre as igrejas de Tiradentes, a Matriz de Santo Antônio tem escultura de fachada esculpida por Aleijadinho e interior rico em detalhes em ouro, grandes lustres e belas pinturas. É uma das igrejas mais ricas e impressionantes de Minas Gerais. O projeto data do início do século XVIII, porém as alterações de fachada feitas pelo grande artista mineiro aconteceram apenas no início do século XIX. São também de Aleijadinho as esculturas da portada.

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Considerado uma das maiores preciosidades arquitetônicas e bens culturais de Tiradentes, o solar onde vivia Padre Toledo — um dos importantes nomes para a Inconfidência Mineira — hoje funciona como museu. A casa, de andar térreo e padrão colonial, reserva detalhes como os forros pintados, decoração rara na época. O luxo da casa se compara às habitações de nobres em Portugal, sendo hoje aberta à visitação de turistas que se encantam pela riqueza e preservação dos detalhes. 

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Único museu dedicado ao tema na América Latina, o Museu da Liturgia é especialmente interessante para quem está em busca de material e acervo religioso. O museu apresenta mais de 400 objetos de uso litúrgico e também arte sacra, como pinturas, esculturas, ex-votos, objetos em metal e madeira e vestuário, muitos guardados por décadas dentro de sacristias e abandonados ao tempo. Hoje, o acervo, que data do século XVIII ao século XX, foi totalmente restaurado e preserva a memória da vida litúrgica de Tiradentes. Além das peças em exposição, o museu conta também com material audiovisual. O casarão onde funciona o museu está localizado na rua mais antiga da cidade, porém já não preserva grande parte das características originais. 

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Antigo prédio da antiga cadeia pública, o edifício histórico em meio à Rua Direita hoje abriga o belo e emocionante Museu de Sant’Ana. O acervo do museu nasceu da coleção de Angela Gutierrez, que doou todas as peças para a montagem desse espaço dedicado à mãe de Maria. São 300 imagens que representam a santa protetora dos lares, da família e dos mineradores. As obras são todas de origem brasileira, produzidas em grande parte por artistas anônimos entre os século XVII e XIX.

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Entre Tiradentes e Bichinho, há um pequeno museu que chama a atenção dos apaixonados por estradas. O Museu do Automóvel da Estrada Real é parada obrigatória para os turistas que não resistem a um belo carrão antigo. A coleção, com mais de 50 veículos em exposição e outros 20 em restauração, pertence a Rodrigo Cerqueira Moura, que desde 1976 junta relíquias, hoje expostas em Minas Gerais. Entre as maiores preciosidades encontradas no museu estão o Renault Fragate 1953, o Austin Mini, o Citroën 2CV e modelos nacionais, como o Simca Chambord, DKW Vemag e o Renault Dauphine. Todos os veículos foram restaurados pela própria equipe. 

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Entre Tiradentes e Bichinho, há um pequeno museu que chama a atenção dos apaixonados por estradas. O Museu do Automóvel da Estrada Real é parada obrigatória para os turistas que não resistem a um belo carrão antigo. A coleção, com mais de 50 veículos em exposição e outros 20 em restauração, pertence a Rodrigo Cerqueira Moura, que desde 1976 junta relíquias, hoje expostas em Minas Gerais. Entre as maiores preciosidades encontradas no museu estão o Renault Fragate 1953, o Austin Mini, o Citroën 2CV e modelos nacionais, como o Simca Chambord, DKW Vemag e o Renault Dauphine. Todos os veículos foram restaurados pela própria equipe. 

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Localizada no Bichinho, a Casa Torta é um espaço de recordações lúdico, interativo que propõe um diálogo sensível e uma quebra de tabu: Fazer adultos brincarem novamente como nos tempos de infância.

Um espaço que diverte os olhos, enche sua cuca de arte e liberta o corpo para brincar à vontade enquanto você (re) descobre nos detalhes da casa, sua criança interior.